No sul de Angola, mais de dois milhões de pessoas estão sofrendo com a seca nas províncias de Namibe, Huíla, Bié e Cunene. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, quase 500 mil são crianças com menos de cinco anos.

A seca e a insegurança alimentar no sul do país, recebem cobertura da imprensa angolana e internacional, mas o mesmo não pode ser dito da seca e da fome que afectam a população do leste de Angola. Em entrevista à Voz da América, o activista de direitos humanos Nelson Mucazo Euclides abordou o problema no município dos Bundas, província do Moxico.

“Os governantes desse país não têm feito nada”. …Quando há esses problemas no leste do país até a própria sociedade em si não tem contribuído para nada.”

Nas zonas rurais do município, Nelson disse que a situação é muito preocupante porque adultos e crianças estão a comer “coisas estranhas”.

O activista contou que não há água e nem alimentos. As pessoas comem folhas e frutas silvestres. E os desafios naquela região são muitos. Não há vias de acesso, as crianças não vão a escola, não há professores, etc.

Nelson fez um pedido para o governo angolano para que olhe para o leste do país e tente encontrar soluções porque as pessoas estão a morrer sem ter acesso à comida e água.

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