Dezenas de Jovens sairam este sábado (13/04) às ruas de Luanda, Uige, Cabinda e outras cidades do país, em protesto contra a implementação do gradualismo geográfico, o que significa que as primeiras eleições autárquicas – agendadas para 2020 – decorrerão apenas em em 55 dos 164 municípios.

O anúncio do gradualismo geográfico foi feito no parlamento em Março de 2018 pelo Presidente João Lourenço e a oposição, designadamente UNITA, CASA-CE, FNLA e PRS opoem-se ao gradualismo argumentando aumento das desigualdades e assimetrias regionais já existentes no país e denunciam critérios dúbios de selecção do primeiro grupo de municípios, a exclusão de grande parte dos angolanos de exercerem o seu direito constitucional ao voto e até movimento migratórios internos, para procurar melhores condições de vida nos municípios que forem transformados em autarquias, ou mesmo implicações de discriminação étnica.

O governo definiu como critérios de selecção a diferenciação entre municípios urbanos e rurais, mais ou menos populosos e a sua capacidade de arrecadação de receitas, os restantes municípios deverão ter eleições autárquicas apenas em 2025.

Oiça a reportagem de Daniel Frederico, um dos nossos correspondentes em Angola que entre outros ouviu Francisco Gomes Mapanda, o porta voz da marcha que afirma que a sociedade civil vai continuar a pressionar o governo do MPLA para que este recue, pois segundo ele “o gradualismo vai provocar explosão social porque uns municípios vão ficar de fora e outros serão contemplados“.


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