A intenção foi hoje assumida pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, no final da audiência que o Presidente angolano, João Lourenço, concedeu ao xeque da região oeste dos Emirados Árabes Unidos, Hamdan Bin Zayed Bin Sultan Al Nahyan, que chegou quarta-feira a Luanda para uma visita de 24 horas.

O chefe da diplomacia angolana referiu que a visita se insere no âmbito de um dos pilares estratégicos do programa do Governo angolano, que é a atração de investimentos, isto é, a procura de parcerias estratégicas, que possam ter capacidade financeira como conhecimentos e domínios da técnica, ajudando Angola a desenvolver os seus programas inseridos no Plano de Desenvolvimento.

Segundo Manuel Augusto, os dois países já possuem acordos, mas precisam agora identificar projetos exequíveis e criar os mecanismos para a sua execução.

Nas negociações oficiais entre as duas delegações, que decorreram no Ministério da Defesa de Angola, ficou patente que é amplo o universo do potencial de cooperação entre os dois países.

“E nós vamos tentar tirar o maior proveito das valências que os Emirados têm. Todos sabemos que de deserto os Emirados passaram a um dos países mais desenvolvidos e que continuam num ritmo de desenvolvimento”, disse Manuel Augusto.

O governante angolano frisou que nesta cooperação há setores que são complementares, dando como exemplo a agricultura, em que os Emirados Árabes Unidos apresentam carências em termos de terra arável para produção alimentar.

“Isto pode ser uma área de cooperação muito importante, produzir em Angola, não só para a satisfação do mercado interno angolano, mas para a exportação para os Emirados e outros países do golfo”, citou.

“Há aqui áreas que são complementares, onde os Emirados têm tecnologia avançada, têm conhecimentos e nós temos necessidades”, acrescentou.

A área das energias renováveis é outra em que se pretende avançar na cooperação entre os dois países, contando com o avanço tecnológico dos Emirados Árabes Unidos quer na energia solar quer na energia eólica.

“A extensão do nosso território, por exemplo, aconselha a que a energia não seja só a convencional, teremos que partir para as energias renováveis e os Emirados são muito avançados (…) é uma outra área de potencial desenvolvimento, para já não só falar na área do petróleo e do gás”, disse.

Por sua vez, o xeque da região oeste dos Emirados Árabes Unidos, Hamdan Bin Zayed Bin Sultan Al Nahyan, manifestou disponibilidade e interesse para cooperar a nível da agricultura, tendo convidado o chefe de Estado angolano a visitar os Emirados Árabes Unidos.