Em declarações à Inforpress, no âmbito das comemorações do Dia de África, que se celebra a 25 de Maio, Jorge Santos considerou que actualmente o continente africano está muito melhor do que esteve no passado, apontando que há neste momento uma grande expectativa em relação ao seu crescimento económico.

Entretanto, realçou que, não obstante os avanços, o continente africano enfrenta ainda vários problemas, apontando a consolidação da boa governação do continente com um dos grandes desafios das nações africanas a serem ultrapassados.

Por ser um continente grande e rico, prosseguiu Jorge Santos, há necessidade de se apostar em vários sectores, principalmente na educação e formação profissional dos jovens, com vista a garantir o desenvolvimento sustentável de África.

“Temos que investir na educação e formação profissional e tirar proveito do dividendo demográfico dos países. Só teremos desenvolvimento económico e atingiremos os ODS se apostarmos fortes investimentos na educação, valorização dos recursos humanos e naturais, na industrialização das nossas indústrias “, apontou.

Destacou a adopção de medidas em Cabo Verde visando promover a sua integração regional, defendendo neste sentido a importância de criação de um estatuto especial na CEDEAO e União Africana, com vista a promover a integração dos países insulares na sub-região.

“O estatuto especial permite resolver o problema da insularidade. Neste momento, a nível da CEDEAO e da União Africana, existe um conjunto de iniciativas e projectos e o facto de sermos insulares não beneficiamos directamente desses programas” , asseverou, ajuntando que o referido estatuto permitirá que Cabo Verde venha a ter uma intervenção a nível dos transportes, portos e aeroportos e a nível energético.

São oportunidades, no entender do presidente da Assembleia Nacional , que irão impulsionar para o desenvolvimento económico da comunidade da África Ocidental, destacando neste quadro o papel dos parlamentos africanos que têm sido cada vez mais activos na promoção da integração regional.

Apontou o emprego digno e remunerado como o maior desafio do continente africano, realçando que a luta contra corrupção deve ser um “desafio permanente” e que o desenvolvimento do continente depende do forte envolvimento dos africanos e da sua capacidade de utilização dos meios e dos recursos naturais.

As revoluções políticas pacíficas que têm sido registadas em vários países africanos e a queda das velhas ditaduras para dar lugar ao processo democrático, conforme este responsável, são “motivos de alegria e orgulho” dos sinais de transformação das sociedades africanas, apontando por outro lado Cabo Verde como um país de exemplo em Africa.

“Em termos de segurança a nível transacional, Cabo Verde é um grande exemplo em Africa e um parceiro importante, porque temos um quadro legislativo que é avançado e muito moderno e que tem servido de referência para vários países africanos”, afirmou

O futuro da Africa, perspectivou Jorge Santos, é de “muito optimismo”, porque, sustentou, a nova geração de africanos é uma geração concentrada no saber, criativo e inovador que tem a responsabilidade de trabalhar na garantia de um continente capaz de proporcionar tempos melhores às nações africanas.

O Dia da África comemora-se anualmente a 25 de Maio.

O dia 25 de Maio é considerado o Dia de África porque foi neste dia, em 1963, que se criou a Organização de Unidade Africana (OUA), na Etiópia, com o objectivo de defender e emancipar o continente africano.

Em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 25 de Maio como o Dia da África ou o Dia da Libertação da África.

Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana, mas a celebração da data manteve-se.

Este dia recorda a luta pela independência do continente africano contra a colonização europeia e contra o regime do Apartheid, assim como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre.

Inforpress/fim

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