A organização não-governamental analisou a cobertura vegetal na região da pan-Amazónia, que abrange a área de floresta no Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa.

A organização informou que houve uma perda de 10% da vegetação nativa da floresta amazónica nestes últimos 33 anos.

No mesmo período os pesquisadores notaram que ocorreu um crescimento de 172% de áreas dentro da floresta usadas para atividades agropecuárias.

O estudo mostrou que em 1985 cerca de 415 mil quilómetros quadrados da floresta amazónica tinham algum tipo de atividades agropecuárias. Este número saltou para 1,12 milhão de quilómetros quadrados em 2018.

Embora indiquem que a maior floresta tropical do mundo continua a ser alvo de ataques, os resultados de 2018 mostram que a floresta amazónica mantém 83,4% de sua cobertura natural.

Territorialmente, o Brasil concentra a maior parte do bioma (61,8%) e foi também o país que mais perdeu cobertura florestal no período, tanto em termos absolutos quanto proporcionais: são 624 mil quilómetros quadrados a menos na comparação com a cobertura registada em 1985 e 2018.

Pelo contrário, a Guiana e o Suriname ganharam cobertura florestal, com 1,7 mil quilómetros quadrados e 600 quilómetros quadrados, respectivamente.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta.

Tem cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

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