Santos Silva que falou aos jornalistas, em Luanda, antes do encontro com o ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, afirmou que as relações atuais entre os dois países são “excelentes” e que ambos alinham as suas posições no plano diplomático mundial, destacando as próximas cimeiras

“Concertaremos posições, trocaremos opiniões sobre a participação de Portugal e de Angola na próxima Assembleia-Geral das Nações Unidas que começará o seu segmento de alto nível na próxima segunda-feira”, afirmou, destacando que esta conciliação é “muito útil” para enquadrar a participação portuguesa nesta e noutras cimeiras, como a do clima e a dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Salientou, aliás, o apoio dado por Angola para a eleição de António Guterres como secretário-geral da ONU, realçando que “a concertação político-diplomática é um dos eixos fundamentais da CPLP” e, no que diz respeito, a Portugal e Angola “o que se tem verificado é um alinhamento quase total”.

Portugal vai estar representado na Assembleia da ONU com uma delegação de alto nível, liderada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e que inclui ainda o próprio Augusto Santos Silva, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, e a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

Normalmente a presença de Portugal nestas cimeiras alterna entre o primeiro-ministro e o Presidente da República, mas, este ano, a proximidade de eleições determina que seja Marcelo Rebelo de Sousa a repetir a participação, explicou o titular da pasta da diplomacia.

O Presidente da República desloca-se a Nova Iorque no domingo, para participar na cimeira sobre o clima, na segunda-feira, e no debate geral da 73.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU, estando previsto que discurse na terça-feira.

Entre os pontos mais importantes da agenda, o ministro dos Negócios Estrangeiros destacou a reunião do grupo internacional de contacto sobre a Venezuela, um tema que Portugal continua a seguir “com muita atenção”.

Durante a sua visita de dois dias a Angola, no âmbito da Bienal de Luanda-Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, Santos Silva encontrou-se ainda com o novo ministro da Agricultura, António Assis, para fazer o ponto de situação de alguns projetos comunitários geridos ou cogeridos por Portugal como o FRESAN, que visa o Fortalecimento de Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional e RETFOP, destinado à Revitalização do Ensino Técnico e da Formação Profissional de Angola.

A capital angolana acolhe até domingo, a primeira edição da Bienal de Luanda, uma plataforma que visa desenvolver e consolidar uma cultura de paz e não-violência, desencadeando um movimento pan-africano que promova a diversidade cultural e a unidade africana.

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