Fonte da empresa explicou à Lusa que o calendário tem em conta as restrições que ainda se aplicam em Singapura no que toca ao uso do “corredor de trânsito”, as negociações em curso quanto ao fornecedor do avião charter e ainda as condições que se aplicam à chegada a Díli.

Timor-Leste está atualmente praticamente isolado em termos de conexões aéreas o que condiciona as opções para milhares de pessoas que querem entrar e sair do país.

A mesma fonte da empresa explicou à Lusa que um dos problemas que demora a retoma das ligações está relacionado com a questão do trânsito em Singapura, com as autoridades aeroportuárias a criarem um “corredor de trânsito”, adiantando que “para já só se aplica à Singapore Airlines e às suas subsidiárias”.

“Retomar o voo entre Díli e Singapura se não houver condições de trânsito para outros destinos ou de pessoas que venham de outros destinos não é viável comercialmente”, explicou a fonte.

Ainda assim, e à espera de conhecer as condições que vão ser aplicadas em Timor-Leste — o Governo está atualmente a preparar um diploma sobre o efeito — a empresa está a estudar a possibilidade de organizar voos pontuais, antes da retoma regular das viagens.

Esses eventuais voos, que poderiam ocorrer em agosto, permitiriam responder às necessidades de passageiros que pretendem sair atualmente de Timor-Leste e outros que saíram do país nos últimos meses poderem voltar.

“Mas temos que perceber as condições que serão exigidas à entrada”, disse a fonte ouvida pela Lusa.

As ligações entre Díli e Singapura, que já estavam reduzidas, foram suspensas no final de março, consequência do fecho das fronteiras em Timor-Leste e de restrições em Singapura.

Residentes em Díli, incluindo vários portugueses ouvidos pela Lusa, manifestaram já vontade de sair de Timor-Leste, tanto para viagens temporárias como para regresso definitivo ao seu país.

Em Portugal há também várias pessoas que pretendem regressar ao país, entre os quais professores destacados em escolas timorenses, no âmbito de um projeto luso-timorense, mas que atualmente não têm alternativas de viagens.

Quando ocorrerem, os voos vão ser organizados por uma nova empresa, que é agora dona da marca Air Timor e, eventualmente, usando um novo fornecedor para a contratação dos voos em si, em regime charter.

Nos últimos meses a marca AirTimor — que era detida por uma empresa com sede em Timor-Leste e sócios nacionais e internacionais — foi comprada por uma nova empresa a New International Timor Airways, cuja maioria do capital (80%) é detida pelo singaporense Edward Ong, proprietário da Pelican Paradise Group.

O Pelican Paradise é um grupo de Singapura responsável por um projeto de desenvolvimento de um complexo residencial, comercial e turístico próximo do aeroporto de Díli, no valor de 700 milhões de dólares.

Atualmente Timor-Leste, sem qualquer caso ativo da COVID-19, tem apenas voos regulares entre Díli e Darwin, mediante um acordo entre o Governo timorense e a empresa.

Os aviões podem transportar passageiros, sendo que há que cumprir condições na entrada, incluindo quarentena, e que a Austrália continua a impedir a entrada a estrangeiros não-residentes no país.

Esse contrato com a AirNorth foi alargado durante o mês de julho.

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