Em 1977 facções do partido no poder entraram em confronto e na sequência daquilo que o governo disse ter sido uma tentativa de golpe de estado dezenas de milhar de pessoas foram mortas e presas.

O presidente João Lourenço anunciou o ano passado a formação de uma comissão para a implementação de um plano de reconciliação em memória de vítimas de conflictos politicos e recentemente o parlamento angolano aprovou, dentro desse espírito, a emissão de certidões de óbito de todos aqueles que foram então mortos.

No Namibe a Voz da América em contactos de rua com cidadãos da cidade verificou que muitos jovens desconhecem totalmente o que se passou nessa data e enquanto outros só sabem do que se passou pelos relatos dos “mais velhos”.

Mas há tambem apoio nas ruas da cidade aos planos de reconciliação e muitos lamentaram a morte de dirigentes e outros que poderiam ter dado uma contribuição ao país

Dário Andrade disse ser “positiva” a decisão do presidente João Lourenço em buscar a reconciliação afirmando que Angola precisa de olhar para a frente.

“Quem vive do passado são os museus”, disse.

“Devemos reconhecer o errado, pedirmos perdão uns dos outros e abrir caminh para a frente que é para andarmos”, acescentou Dário Andrade que fez notar a este respeito a Comissão da Veredade e Rcomililcação na África do Sul .

“A África do Sul é o que é porque tem um povo unido”, acrescentou.

Um outro namibense disse que a decisão do presidente “devia ter sido tomada muito antes”.

“Isto deixou muitas sequelas em muitas familias que perderam os seus entes queridos”, acrescentou. Por isso, disse, “isto éum buraco que nunca será tapado, pode se perdoar mas esquecer é dificil ”

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.