Página gerada às 13:09h, domingo 28 de Maio

Quer trabalhar em Angola? Aqui tem um ABC para emigrantes portugueses

29 de Setembro de 2011, 15:27

Há livros, há dicionários, há guias. O que leva um jornalista a construir um guia essencial para emigrantes portugueses à procura de Angola? Provavelmente, porque neste momento é cá que tudo acontece. Em entrevista com Hermínio Santos, autor do livro ‘Trabalhar em Angola’, o SAPO foi descobrir o ABC para trabalhar no nosso país.

Trabalhar em Angola’, é um guia essencial para trabalhadores portugueses que ambicionam ir para Angola tentar a sua sorte. Desde as expressões locais, ao preço do leite, passando por uma ‘radiografia’ de cada região, neste livro, um português pode aprender algumas dicas para se integrar cá.

 


‘Decidi escrever o livro porque Angola é um dos destinos preferidos dos portugueses para trabalhar. Pensei que era útil, aproveitando a minha experiência de 5 anos a viajar para Angola, partilhar a minha experiência que vivi lá com portugueses que estejam interessados em ir trabalhar para lá’, conta Hermínio Santos.


Embora Luanda seja o maior atractivo para os portugueses, Herminio Santos considera que se o próprio emigrasse para Angola, o seu destino seria o eixo Lobito/Benguela. Os motivos? ‘É uma região tranquila, belíssima, e onde já há algumas oportunidades profissionais, embora o nível de salários e o nível de atracções sociais seja diferente dos de Luanda’. 

Em termos globais, o assunto mais complicado para os portugueses ainda é a questão do visto. ‘Acho que esta ainda é a questão que dá mais dor de cabeça aos portugueses. Primeiro todo o processo de obtenção do visto e depois todos os processos de renovação dos próprios vistos de trabalho é sempre um processo complicado. Outra dor de cabeça é encontrar uma casa em condições em Luanda.


Na opinião de Hermínio Santos, na construção civil as oportunidades de trabalho continuarão a existir mas há segmentos de actividades que começam a emergir: a hotelaria, a informática e a área de pequenas e médias indústrias como é o exemplo das metalurgias. A previsão de Hermínio é que pelo menos no prazo de três a cinco anos vai precisar de muito mão de obra. Quando questionado sobre a melhor idade para ir para Angola, Hermínio Santos responde entre risos que depende do muito do espírito com que se vai, sendo que a faixa etária entre os 25/35 é um bom momento para ir para Angola.

 


Sem dados precisos, o autor do ‘Guia essencial para profissionais portugueses – Trabalhar em Angola’  afirma que o maior ‘emigrante’ em Angola é o português. ‘Eu costumo dizer que portugueses e angolanos estão condenados a entenderem-se apesar de terem existido desentendimentos ao longo da História e de alguma fricção política. Eu continuo a achar que a recepção que os angolanos dão aos portugueses, sobretudo as gerações mais velhas, é uma recepção muito calorosa e que é diferente da recepção que é dada a outros estrangeiros’.



@ES


Comentários

Critério de publicação de comentários