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Altice e Ericsson testam redes para o 5G em Aveiro

12 de Outubro de 2017, 13:35:18

A demonstração hoje realizada é a primeira baseada na tecnologia que está a ser desenvolvida no centro de inovação da Altice na sequência da colaboração entre a Altice Labs e a Ericsson e que se centra na componente de ligação à rede de fibra ótica, essencial para garantir os débitos de dados do 5G.

A componente de rede móvel esteve também em demonstração no stand da Ericsson, que voltou a mostrar o potencial do 5G. A fabricante sueca está a trabalhar com 36 fabricantes em todo o mundo para a implementação da nova geração de redes de comunicações e ainda na semana passada tinha feito uma demonstração com a Vodafone Portugal.

A Altice focou a sua apresentação, que contou com a presença do comissário europeu Carlos Moedas, na tecnologia de acesso e fronthaul ótico suportada em NGPON2, que vai suportar as futuras redes 5G. Em conjunto, estas duas tecnologias (rádio e acesso/fronthaul ótico) complementam-se e formam a base das redes 5G.

A Altice Labs está a desenvolver sete projetos na área da investigação para o 5G, nomeadamente com financiamento europeu. En entrevista ao TEK Alcino Lavrador, presidente da Altice Labs, destacou o Mobilizador 5G – Componentes e Serviços para Redes 5G, que foi aprovado em setembro e que é liderado pela Altice Labs, mas que envolve mais de uma dezena de empresas nacionais, universidades centros de I&D de referência. Em "carteira" a Altice tem ainda o projeto Superfluidity e o Selfnet, dois programas H2020 para desenvolvimento de software.

Durante a apresentação do centro de inovação em Aveiro, em fevereiro, Pedro Queirós, presidente da Ericsson em Portugal, falou da possibilidade da cidade ser a primeira a ter 5G na Europa, respondendo ao desafio da União Europeia de ter cidades piloto em 2018.

Apesar dos desenvolvimentos da tecnologia e da vontade da Comissão Europeia de que a Europa seja líder em tecnologia 5G, os operadores têm vindo a defender alguma cautela na forma como se avança com o licenciamento da tecnologia, sobretudo porque o 4G ainda tem potencial para crescer. Ainda na semana passada, durante o congresso da APDC, os presidentes da Vodafone e da NOS defenderam que o 5G não pode ser  cedo demais, nem caro demais, lembrando os custos de licenciamento do 3G e 4G que limitaram a capacidade de investimento nas redes.

O 5G terá velocidades que podem chegar aos 20 Gbps e uma latência muito reduzida, especificações que já são conhecidas embora ainda estejam a ser definidas as normas técnicas. Para a chegada ao terreno falta ainda a disponibilização e licenciamento do espectro, previsto para final de 2019.

Nota da Redação: A notícia foi atualizada com mais informação depois da entrevista a Alcino Lavrador.

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