Página gerada às 03:17h, segunda-feira 20 de Novembro

Trump regressa aos EUA após viagem "extremamente bem-sucedida" pela Ásia

14 de Novembro de 2017, 14:36

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, qualificou de "extremamente bem-sucedida" a sua primeira excursão pela Ásia, que concluiu hoje em Manila, após 13 dias de encontros com líderes mundiais para abordar, entre outros temas, o comércio, o programa nuclear norte-coreano e a luta contra o Estado Islâmico (EI).


"Acho que vai dar frutos incríveis", acrescentou Trump pouco antes de embarcar no Air Force One, em referência à sua quarta viagem internacional e à primeira pela Ásia, que o levou a Japão, Coreia do Sul, China, Vietname e Filipinas, onde conclui hoje a cimeira da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Além dos líderes dos países da Asean, a cimeira em Manila reuniu os presidentes e primeiros-ministros de EUA, China, Coreia do Sul, Japão, Índia, União Europeia (UE), Rússia, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e ONU.

A Asean é formada por Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietname.

O governante americano insistiu hoje que "os EUA estão abertos ao comércio, mas ao comércio recíproco" com os seus parceiros da Ásia e do Pacífico, e anunciou que, assim que chegar a Washington, fará uma declaração extensa para explicar as conquistas alcançadas nesta e em outras matérias.

Trump garantiu neste domingo que assinou contratos para os EUA no valor de 300 biliões de dólares e prometeu reduzir o défice comercial do seu país com os mercados do leste asiático de "forma rápida e substancial".

À espera de um relatório mais extenso na sua chegada, o presidente publicou hoje o seguinte tweet: "Depois da minha viagem pela Ásia, todos os nossos parceiros comerciais sabem que as regras mudaram.

Os EUA devem ser tratados de forma justa e recíproca. Os grandes défices do comércio devem ser reduzidos rapidamente!".

Antes de partir, o governante tinha programado a sua participação em Manila na Cimeira do Leste da Ásia, mas, devido a um atraso, enviou o seu secretário de Estado, Rex Tillerson, ao fórum integrado pelos países da Asean, mais EUA, Rússia, China, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Índia e Nova Zelândia.

Nos seus 13 dias de viagem, que incluíram reuniões bilaterais com os governantes da China, Coreia do Sul, Japão, entre outros, Trump pediu aos líderes dos países da região - especialmente ao chinês, Xi Jinping - a aplicação estrita das sanções da ONU para pressionar o máximo possível o governo norte-coreano de Kim Jong-un.

O presidente americano também abordou, em Manila, a cooperação com os países da região para neutralizar o terrorismo do EI, que afecta especialmente o sul das Filipinas, onde recentemente aconteceu um conflito de cinco meses com mais de mil mortos na cidade de Marawi.

Trump comprometeu-se em "continuar a dar apoio e assistência para a luta contra o terrorismo e a reabilitação de Marawi", além de aumentar as manobras militares conjuntas e a troca de informações sobre o radicalismo islâmico, numa declaração conjunta com o presidente filipino, Rodrigo Duterte.

O comunicado foi emitido após a primeira reunião bilateral entre os dois líderes, um dos encontros mais esperados em Manila, devido à personalidade explosiva de ambos e pela polêmica em torno da "guerra às drogas" de Duterte, que deixou mais de seis mil mortos.

A Amnistia Internacional (AI) e uma comissão bipartidária do congresso dos EUA tinham pedido a Trump que pressionasse às Filipinas pelas violações dos direitos humanos, mas o presidente americano limitou-se a assistir, segundo fontes filipinas, quando Duterte lhe explicou as conquistas da sua campanha de combate ao crime.

Antes de partir de Manila, o presidente dos EUA afirmou que manter boas relações com as Filipinas é "muito importante" por ser uma "situação estratégica", e qualificou como "horrível" o tratamento dado ao país asiático pelo governo de Barack Obama.

As relações entre os dois países esfriaram com a chegada de Duterte ao poder em Junho de 2016, que chegou a criticar em várias ocasiões Back Obama por criticar a sua campanha de guerra às drogas.

A presença de Trump na Casa Branca restabeleceu a boa sintonia entre os dois países e ficou evidente nos contínuos gestos de camaradagem entres os presidentes durante a cúpula de Manila, na qual Duterte inclusive chegou a interpretar uma canção tradicional filipina a pedido de Trump.



Angop