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Aliança de extrema-direita de Israel aprova plano para anexar Cisjordânia

13 de Setembro de 2017, 14:18

Uma aliança da extrema-direita e de nacionalistas israelitas aprovou na terça-feira um plano para anexar a Cisjordânia ocupada e incentivar a saída dos palestinianos, numa iniciativa que contou com o apoio do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

A aliança política designada Unidade Nacional aprovou o plano num encontro ao qual o chefe do Governo, em visita oficial à América Latina, se dirigiu através de vídeo.

Na reunião participaram o ministro da Agricultura, Uri Ariel, e vários deputados, entre os quais Bezalel Smotrich (Casa Judaica, extrema-direita), o promotor do plano, segundo o jornal israelita Haaretz.

A agência noticiosa espanhola EFE indica que o comité central da Unidade Nacional aprovou por unanimidade o designado “Plano Decisivo”, que pretendem que seja aprovado pelo Governo.

De acordo com o plano, os palestinianos serão incentivados a abandonar a Cisjordânia a não ser que “renunciem às suas aspirações nacionalistas” e aceitem não ter direito a voto para o parlamento israelita.

No vídeo, Netanyahu faz referência à Judeia e Samaria (a denominação judia para a Cisjordânia) quando fala das conquistas de Israel e do seu futuro.

“Porque é a nossa terra. A terra do povo judeu. A única terra prometida aos nossos antepassados. Deram-nos o direito de nos estabelecermos aqui e devemos conservá-lo com cuidado”, declarou, na mensagem dirigida aos participantes no encontro da União Nacional.

O ministro da Agricultura considerou o plano “importante, especialmente numa perspectiva de consciencialização”.

Os participantes no encontro concordaram que “chegou o momento de aplicar” o “Plano Decisivo”, considerado a única solução para o conflito israelo-palestiniano.

A criação de um Estado palestiniano ao lado de Israel, conhecida como a solução dos dois Estados, tem sido defendida ao longo dos anos por uma grande parte da comunidade internacional para resolver um conflito com 70 anos.

Lusa