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Empresário defende busca de parcerias ao sector privado

21 de Abril de 2017, 12:12

Os Estados e gestores locais devem recorrer ao sector privado para buscar parcerias de apoio ao investimento público, devido a escassez de recursos financeiros dos países, defendeu quinta-feira, nesta cidade, o presidente da Associação Empresarial de Luanda (AEL), Francisco Viana.

Ao discursar durante o Fórum económico cidades sustentáveis, decorrido em Luanda, lembrou que o país atravessa um momento difícil, devido a conjuntura económica e financeira motivada pela queda do preço do petróleo no mercado internacional, no qual o Estado não terá dinheiro suficiente para fazer o investimento público desejado, obrigando os gestores a gizar políticas que se adequam aos recursos financeiros disponíveis e satisfaçam as necessidades dos cidadãos.

"A nível mundial, os cidadãos devem estar conscientes que os recursos financeiros do Estado não chegam para avançar com todos os projectos de investimentos públicos, exigindo que os servidores públicos e privados façam mais e melhor com menos dinheiro, gerindo bem os recursos disponíveis", acrescentou.

Para concretizar este desejo, afirmou, os gestores devem combater o desperdício, a má gestão, corrupção e valorizar a meritocracia e a boa governação, visando proporcionar aos cidadãos melhores condições de vida.

Para tal, prosseguiu, os responsáveis municipais, principalmente das cidades lusófonas, têm responsabilidades acrescidas na criação das melhores condições e qualidade de vida da população, tendo em conta que nas próximas décadas 80 por cento da população mundial viverá nos centros urbanos.

Por outro lado, Francisco Viana considerou o município de Viana como o centro da produção nacional por reunir condições propícias para expandir o desenvolvimento produtivo e acelerar o processo de diversificação económica que o país atravessa.

A título de exemplo do potencial económico deste município, o empresário apontou a criação do Pólo de Investimento de Viana (PIV), onde está instalado mais de mil empresas e o maior complexo comercial do mundo denominado "World Trade Center", por possuir 100 hectares de superfície, sendo que o segundo maior do mundo está na Turquia, com 50 hectares.

Entre as empresas instaladas no PIV, o responsável destacou a existência do centro de distribuição de tecnologias de informação e indústrias petrolíferas, que têm uma área de construção de dois milhões de metros quadrados.

Referiu que o PIV, onde 10 por cento do capital investido pertence ao Estado e 90 por cento para o sector privado, representa um verdadeiro exemplo do resultado de parcerias público/privado.

O Fórum económico cidades sustentáveis sob o lema "Pensar global Actuar local", promovido pela Associação Empresarial de Luanda (AEL),  Fórum de Empresários de Língua Portuguesa (FELP), em parceria com a Comissão Administrativa da Cidade de Luanda e a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), visou a troca de experiências e a criação de oportunidades de negócios entre os presidentes das câmaras municipais e empresários dos países lusófonos.

O encontro, que contou com a presença da ministra do Ambiente, Fátima Jardim, do governador provincial de Luanda, Higino Carneiro, vice-governadores, administradores municipais, corpo diplomático acreditado em Angola, entre outras entidades, reflectiu em torno dos temas "O impacto do investimento directo estrangeiro na economia regional", "Financiamento das autarquias", "Contratação pública autárquica-casos de sucesso", "Casos de sucesso de tecnologias ambientais", entre outros.


Angop