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Procuradores-gerais de 11 países querem cooperar sobre escândalo Odebrecht

17 de Fevereiro de 2017, 10:46

Os procuradores-gerais de 11 países comprometeram-se na quinta-feira a criar equipas de trabalho comuns para coordenar as suas investigações sobre o escândalo de corrupção da empresa brasileira Odebrecht que abalou a América Latina.


Comprometem-se a “promover a formação de equipas comuns de inquérito, bilaterais ou multilaterais, que permitam investigar de maneira coordenada o caso Odebrecht”, segundo um comunicado assinado pelo Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Portugal, Peru, República Dominicana e Venezuela.


O encontro entre os magistrados de mais de uma dezena de países, previsto para quinta-feira e hoje, visa “responder a todos os pedidos de informação, num assunto que é coberto pelo segredo de instrução”, disse à AFP uma pessoa envolvida na organização da reunião, fechada à imprensa.


Segundo documentos publicados a 21 de dezembro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht terá alegadamente pagado subornos relativamente a mais de uma centena de projetos em 12 países da América Latina e África, de aproximadamente 788 milhões de dólares norte-americanos.


Em causa Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Perú e Venezuela.


Lusa